terça-feira, 25 de junho de 2013

Josué Guimarães

Este vídeo foi gravado pelas acadêmicas do curso de Letras, e relata um pouco sobre a vida e algumas obras do escritor gaúcho Josué Guimarães.



terça-feira, 18 de junho de 2013

Comente o nosso Blog.

Este espaço é direcionado aos acadêmicos do curso de Letras, e também a todos que gostariam de fazer comentários sobre o blog.

sábado, 15 de junho de 2013

Indicações de Livros


 TANISE:

         Clarissa, escrito por Érico Veríssimo publicado em 1933 foi o primeiro romance do autor. Este romance relata fatos da menina adolescente Clarissa que ao estar passando por esta fase de sua vida tem muitas curiosidades e dúvidas a respeito das coisas ao seu redor. É uma menina alegre que brinca entre as árvores do jardim onde mora, companheira de seu vizinho Tonico.  Sua vida é muito limitada, pois mora com sua tia Eufrasina em uma pensão, ela que segue as recomendações da mãe de Clarissa. Em passagens do texto apresenta características onde revelam que Clarissa não quer desprender-se de ser uma pequena menina, mas pelo convívio de suas amigas sofre angústias de saber como é ter uma vida liberal. Um personagem que destacou-se na narrativa é o Amaro um cliente de D. Eufrasina, que ao passar do tempo ele observa Clarissa, podendo revelar que ele relembra  de sua adolescência  talvez não tão aproveitada como a de Clarissa.

PRISCILA:

O livro “O Continente” escrito por Erico Verissimo em 1949 faz parte da triologia “O Tempo e o vento”. A obra narra duzentos anos de história do processo de formação do estado do Rio Grande do Sul, desde as origens nos séculos 18 e 19 até a metade do século 20. O livro conta a história da família Terra-Cambará por mais de dois séculos de vida, retratando a luta do povo gaúcho em busca de seus ideais. Nele podemos encontrar personagens incríveis, como a patriarca da família Terra, a corajosa Ana Terra, sua neta Bibiana e o destemido Capitão Rodrigo Cambará, entre outros.
A indicação literária dessa obra é muito importante, pois através dela Erico nos mostra um pouco mais sobre a nossa cultura e também a coragem e a valentia do povo gaúcho.

Árvore genealógica da família Terra-Cambará:



 FLAVIANA:

 Caminhos Cruzados foi o segundo romance urbano do autor Érico Veríssimo, publicado no ano de 1935, conta uma história coletiva, mostrando a sociedade brasileira de forma crítica, contrastando a riqueza e a pobreza, ressaltando os problemas enfrentado por cada camada social na época do governo de Getúlio Vargas (1930 - 1945), que subiu ao poder no bojo da chamada Revolução de 30.
 Em Caminhos Cruzados, Érico aborda a história não de um grupo de personagens, mas de vários grupos, cujas histórias acontecem num mesmo período de tempo, durante cinco dias. O romance começa na manhã de Sábado e termina na noite de Quarta - feira. Essas histórias se passam em Porto Alegre. As cenas são objetivas, pouco elaboradas e produzem ação contínua.
 Caminhos Cruzados é evidentemente um livro de protesto que marca a inconformidade do romancista Érico Veríssimo ante as desigualdades, injustiças e absurdos da sociedade burguesa. Pois, não é de admirar que logo no início ele foi criticado como agente da propaganda comunista.
 Portanto, é muito importante a indicação do livro literário Caminhos Cruzados de Érico Veríssimo, pois nos mostra a realidade de uma sociedade burguesa na década de 30 em Porto Alegre.


JANETE:

Música ao Longe, ficção, 1935 – Erico Verissimo “escreveu esse romance de ficção em vinte dias, especialmente para concorrer o Premio de Romance de Machado de Assis” Cia editora Nacional de São Paulo. “ Esse livro acabou dividindo o primeiro lugar com OS RATOS de Dionélio Machado, MARAFA, de Marques Rebelo e Antônio Pacheco, de João Alphonsus de Guimarães.
Uma obra bem elaborada que fala de uma família tradicional que se orgulha, de seu passado de riqueza, festas, e acima de tudo o titulo de Nobreza de seus antecedentes os quais vieram de Portugal; a família vai perdendo os seus bens e a fama de respeito que o povo tinha quando eles passavam, mas não perdem os velhos costumes e as tradições. Nesta cena Clarissa retorna para casa a velha mansão da família, e fica surpresa pela decadência financeira e moral da família, sente saudades da antiga vida que tinha ali, aparece o seu primo o qual é criticado por todos e é muito estranho, seu apelido é “Gato do Mato”; esse livro apresenta romances escondidos, descobertas surpreendentes, e um grande contraste entre duas gerações, Clarissa e Gato do Mato, dois jovens que aparentemente não tem nada a ver um com o outro, mas na verdade são mais parecidos do imaginam.
O nome dessa Obra sugere que o “amor é como uma musica ao longe que a gente escuta”. Fala de nossa cultura e o orgulho do povo por viver nessa terra.

sábado, 1 de junho de 2013

Como personagens dos contos de Caio Fernando Abreu e de João Gilberto Noll podem ser inclusos nesse contexto da literatura contemporânea sulina?


Considere o seguinte excerto, retirado de um artigo de Boniatti (2008) disponível em http://www.abralic.org.br/anais/cong2008/AnaisOnline/simposios/pdf/015/ILVA_BONIATTI.pdf, no qual a pesquisadora tece considerações sobre a literatura contemporânea do Rio Grande do Sul.


Como resposta à censura militar, ressurgiu uma espécie de realismo social à moda antiga, que representava de maneira direta os dramas das camadas subalternas, através do registro dos excluídos. Sinaliza-se aqui que os escritores contemporâneos de temática urbana seguem, basicamente, três eixos: o realismo mágico (com as situações fantásticas e simbólicas), o realismo social (através das denúncias, dando voz aos excluídos) e a introspecção narrativa (voltado ao individualismo e a imensa solidão que abate os homens contemporâneos). Neste mesmo período, a ficção introspectiva, à maneira de Clarice Lispector, em que o mundo concreto se torna quase opaco e pastoso, e os personagens mergulham em um grande vazio, ela se reafirmada nas obras de Caio Fernando de Abreu, João Gilberto Noll, e Lya Luft. Na mesma linha do pensamento instrospectivo está Erico Verissimo, com a obra Olhai os Lírios do Campo. Com a história, Erico retoma a temática do mundo moderno: o conflito segurança versus felicidade.

BONIATTI, Ilva M. As regiões culturais na literatura do Rio Grande do Sul. XI Congresso Internacional da ABRALIC: Tessituras, Interações, Convergências. São Paulo, 2008, p. 5.


Como personagens dos contos de Caio Fernando Abreu e de João Gilberto Noll podem ser inclusos nesse contexto da literatura contemporânea sulina? 


PRISCILA:


A literatura sul rio-grandense contemporânea, retrata profundas transformações na vida social do povo, aumento da produção industrial, crescimento das cidades, fortalecimento das classes urbanas, da burguesia e dos operários.
É nessa época que surgem as modificações na ideologia da literatura sulina, pois as produções narrativas começam focar a realidade das classes sociais. Nesse contexto, são inclusos os personagens de Caio Fernando Abreu e João Gilberto Noll, dando ênfase a uma sociedade de consumo, individualista, violenta e com grandes comoções, propondo uma análise, revendo valores e condutas, dando espaço para vozes de pessoas marginalizadas no âmbito social.
Desse modo, os autores fixam suas narrativas nos grupos minoritários, visando a liberdade e a ascensão dessas classes sociais mais pobres, trazendo uma nova experiência ao leitor.


TANISE:

Nos contextos da literatura sul rio-grandense contemporânea de João Gilberto Noll e Caio Fernando Abreu houveram muitas mudanças histórico, social e geográfica as quais foram expressas na literatura. Os personagens como antes eram representados como guerreiros, fortes que cultivavam o tradicionalismo agora eles apresentam características como: o indivíduo se reduz a si mesmo, os valores tradicionais passam a ser arcaísmos e nova visão do indivíduo em relação ao estado.

Com a urbanização e o surgimento de novas cidades cresceu uma sociedade à margem o que foi representado na literatura contemporânea.  Sob esta visão a literatura de João Gilberto Noll e Caio Fernando Abreu se incluem na literatura do Rio Grande do Sul retratando a visão da realidade social.


JANETE:

 Personagens dos contos de Caio Fernando Abreu e de João Gilberto Noll podem ser inclusos nesse contexto da literatura contemporânea sulina pelo foto dos autores desenvolveram uma literatura de maneira que retratava a realidade do momento em que o Rio Grande do Sul estava vivendo e a mesma modificava se de acordo com o progresso econômico, cultural e social; temos na época do crescimento das cidades pelo aparecimento das empresas uma mudança significativa em nossa literatura, essa mudança ocorreu em vários sentidos entre eles julgo como principais, a linguagem, um novo ritmo de vida, e também uma nova forma de ver a vida. Essa ideia fica claro na literatura de João Gilberto Noll e Caio Fernando Abreu o qual passa em suas crônicas sentimentos e problemas de um cotidiano estressante como em Pálpebras de Neblina, o qual faz uma comparação com o Brasil da época.


FLAVIANA:

A Literatura Contemporânea Sulina surgiu nos anos 30 do século XIX, seu desenvolvimento dá - se lentamente. Retrata a decadência social do gaúcho, o abandono do campo, a migração para as cidades, a pobreza e a fome que eram reflexos do novo sistema social que surgia aos poucos no Estado.
É neste contexto, que surgem os personagens dos conto de Caio Fernando Abreu e João Gilberto Noll, revelando uma classe social individualista, marginalizada, preconceituosa e com desvio de valores.
Portanto, eles se incluem na literatura rio - grandense fazendo uma análise crítica da realidade social.









sábado, 18 de maio de 2013

Como a literatura rio-grandense se relaciona com o imaginário cultural do Estado do Rio Grande do Sul?

       PRISCILA:


     A literatura rio-grandense se relaciona com o imaginário cultural do Estado do Rio Grande do Sul, pois retrata o gaúcho desde as origens até os dias de hoje, relacionando a história com as características e suas ideologias.
O gaúcho é retratado como campeiro, dono da terra, guerreiro, herói, valente, orgulhoso, rude, além de honrar as tradições e lutar pela liberdade. Essas características são retratadas pelo escritor Erico Verissimo na Triologia “O Tempo e o Vento,” através do personagem Rodrigo Cambará; um capitão bravo e valente, que luta pelos seus ideais.
Esse modo de ver o gaúcho permanece até hoje no imaginário cultural das pessoas, pois para muitos, ele ainda continua sendo esse “ser imbatível.”


      FLAVIANA:


    A literatura rio-grandense se relaciona com o imaginário cultural do Estado do Rio Grande do Sul, pois teve origem com o movimento Paternon Literário em Porto Alegre no ano de 1868, que dava valor do mundo gauchesco como herói das batalhas, dos costumes e do gaúcho a cavalo. E o imaginário também valoriza os gaúchos de outros lugares do país, por serem um povo que luta e conserva as tradições, de ser um guerreiro, um herói gaúcho.
Exemplo disso é a obra Incidente em Antares do escritor gaúcho Erico Verissimo, que relata a volta dos mortos, como estratégia pra dizer sobre as desigualdades sociais, as relações do poder e dos impostos durante a Ditadura. Por isso que o real e o imaginário caminham juntos, mas somente o fantástico, com o retorno dos mortos-vivos, rompe com o silêncio dos que desejavam denunciar e contestar, como faziam os heróis gaúchos que lutavam por uma sociedade mais justa.



     TANISE:


    A literatura sul rio-grandense se relaciona com o imaginário cultural do Estado do Rio Grande do Sul de forma que o gaúcho é representado como homem guerreiro, corajoso, forte, de fé, que conhece e valoriza sua estância campeira. Cultiva as danças, os jogos e sua comida típica como o arroz carreteiro, o churrasco e o chimarrão. Tem como seu meio a natureza, traz consigo a companhia de seu cavalo e assim cultiva essa tradição passada de geração em geração. Percebemos esses traços da cultura gaúcha nos contos de João Simões Lopes Neto. Em um dos seus contos Melancia e Coco-verde podemos perceber alguns traços gauchescos como: a dança como o anu; versos que os convidados do casamento faziam para os noivos; a persistência em lutar pela sua amada; gaúcho como herói das guerras, alimentos e bebidas típicas do Estado.


JANETE:


A literatura está diretamente ligada ao imaginário do estado do rio grande do sul, por retratar de maneira orgulhosa certos feitos e atitudes dos gaúchos em decorrer de sua história; o orgulho de ser gaúcho por sua vez traz uma bagagem ao passar dos tempos, o homem valente, lutador, aquele que defende sua terra e os interesses de toda a nação; destaca também costumes que perpetuam como símbolo de uma cultura que tem destaque no meio nacional, sendo eles o chimarrão, roupas típicas, a linguagem a qual nos identifica quando saímos de nossa terra. Érico Verissimo em sua obra “Incidente em Antares”, representado pelo personagem de “cel  Tibério Vacariano” o qual mostra o seu machismo através de suas aventuras amorosas, sua coragem de enfrentar seus inimigos com sua arma na mão.




sábado, 27 de abril de 2013

Depoimento sobre o livro "Olhai os Lírios do Campo"


Estava eu, outro dia, voltando para casa, quando me deparei com um casal de idosos, ambos com idade bem avançada. Fiquei perplexa observando-os, pois passeavam de mãos dadas, a passos lentos. Como eles eram lindos! E, quase que imediatamente, imaginei-me no lugar deles, fiquei pensando, será que terei o privilégio de chegar à idade deles, e passear em uma tarde ensolarada com um amor de uma vida inteira? Qual seria a história daquele casal? Será que eles se amavam mesmo? Era um amor de infância? Havia tantas perguntas em minha mente, eu queria parar aquele casal, e perguntar qual era a história deles, mas, fiquei envergonhada e, voltei à realidade.
Cheguei em minha casa, e a imagem do casal voltou em minha mente, e, automaticamente me lembrei de Eugênio, não sei bem porque, mas me lembrei dele, lembrei de como as pessoas são gananciosas e estúpidas, que trocam o amor por dinheiro, por casas, carros e tantas outras coisas, preferem passar o dia todo trabalhando e compensar os filhos com presentes, como se uma boneca fosse compensar a falta de carinho dos pais.
Quem sabe se Eugênio não fosse tão ganancioso ele teria um lindo futuro ao lado de Olívia, mas, infelizmente ele escolheu o dinheiro. Fico me perguntando, como seria se Eugênio tivesse escolhido Olívia?
Confesso que odiei Eugênio logo que terminei de ler a obra. Como ele pode abandonar Olívia quando ela mais precisou dele? Como ele pode isso? Hoje em dia existem tantos “Eugênios” por aí, que fico pensando, será que no futuro haverá casais que realmente se amam, ou haverá apenas o interesse pelo dinheiro?
Erico apenas estava tentando me acordar, me trazer a realidade, me mostrar a verdade dos fatos, e, por mais que o personagem se arrependeu no final, lamentei, pois já era tarde demais, Olívia já estava morta. No entanto, Eugênio teve uma segunda chance, teve a oportunidade de criar sua filha, e desse modo pode redimir-se de seu erro cometido no passado.
E como nos dizia Erico em seu livro Olhai os Lírios do Campo:  “Os homens deveriam ler o sermão da montanha  na bíblia e meditar sobre este trecho, principalmente no ponto em que Jesus fala dos lírios do campo, que não trabalham, nem fiam, e, no entanto nem Salomão em toda sua glória jamais se vestiu como um deles. Está claro que não devemos tomar as parábolas de Cristo ao pé da letra e ficar deitados à espera de que tudo caia do céu. É indispensável trabalhar, pois o mundo de criaturas passivas seria bem triste e sem beleza. Precisamos entretanto, dar um sentido humano as nossas construções. E quando o amor ao dinheiro nos estiver deixando cegos, saibamos fazer pausas para olhar os lírios do campo e as aves do céu.”
Então, devemos valorizar tudo o que a vida nos oferece, pois cada erro cometido e também cada acerto nos trazem experiências boas ou más, tornando-nos melhores a cada dia. Por isso devemos dar mais importância aos pequenos detalhes, do que o amor exagerado ao dinheiro, pois esses permanecerão em nossa memória para sempre, enquanto aquele se acabará.


Depoimento escrito por Emanuela Carvalho da Costa, aluna do magistério.
Instituto de Educação Cenecista - Tenente Portela

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Vídeos


Duzentos anos de história, duas mil páginas de coragem e também de ternura. A Obra maior de Erico Verissimo, a triologia "O Tempo e o Vento", mostrou que não havia mesmo limites para o gaúcho bom de prosa.




"E quando o amor ao dinheiro nos estiver deixando cegos, saibamos fazer pausas para olhar os lírios do campo e as aves do céu."

(Olhai os Lírios do Campo)







De onde vem essa sociedade, de onde vem a burguesia, de onde vem a classe média, de onde vem o Brasil de 1930, de onde vem esse Brasil Getuliano que está progredindo e se industrializando sobre uma ditadura?
São dessas indagações que surge o projeto da triologia "O Tempo e o Vento".