A literatura rio-grandense
se relaciona com o imaginário cultural do Estado do Rio Grande do Sul, pois
retrata o gaúcho desde as origens até os dias de hoje, relacionando a história
com as características e suas ideologias.
O gaúcho é retratado
como campeiro, dono da terra, guerreiro, herói, valente, orgulhoso, rude, além
de honrar as tradições e lutar pela liberdade. Essas características são
retratadas pelo escritor Erico Verissimo na Triologia “O Tempo e o Vento,”
através do personagem Rodrigo Cambará; um capitão bravo e valente, que luta
pelos seus ideais.
Esse modo de ver o
gaúcho permanece até hoje no imaginário cultural das pessoas, pois para muitos,
ele ainda continua sendo esse “ser imbatível.”
FLAVIANA:
FLAVIANA:
A literatura rio-grandense se relaciona com o imaginário cultural do Estado do Rio Grande do Sul, pois teve origem com o movimento Paternon Literário em Porto Alegre no ano de 1868, que dava valor do mundo gauchesco como herói das batalhas, dos costumes e do gaúcho a cavalo. E o imaginário também valoriza os gaúchos de outros lugares do país, por serem um povo que luta e conserva as tradições, de ser um guerreiro, um herói gaúcho.
Exemplo disso é a obra Incidente em Antares do escritor gaúcho Erico Verissimo, que relata a volta dos mortos, como estratégia pra dizer sobre as desigualdades sociais, as relações do poder e dos impostos durante a Ditadura. Por isso que o real e o imaginário caminham juntos, mas somente o fantástico, com o retorno dos mortos-vivos, rompe com o silêncio dos que desejavam denunciar e contestar, como faziam os heróis gaúchos que lutavam por uma sociedade mais justa.
TANISE:
A literatura sul
rio-grandense se relaciona com o imaginário cultural do Estado do Rio Grande do
Sul de forma que o gaúcho é representado como homem guerreiro, corajoso, forte,
de fé, que conhece e valoriza sua estância campeira. Cultiva as danças, os jogos
e sua comida típica como o arroz carreteiro, o churrasco e o chimarrão. Tem
como seu meio a natureza, traz consigo a companhia de seu cavalo e assim
cultiva essa tradição passada de geração em geração. Percebemos
esses traços da cultura gaúcha nos contos de João Simões Lopes Neto. Em um dos
seus contos Melancia e Coco-verde podemos perceber alguns traços gauchescos
como: a dança como o anu; versos que os convidados do casamento faziam para os
noivos; a persistência em lutar pela sua amada; gaúcho como herói das guerras,
alimentos e bebidas típicas do Estado.
JANETE:
JANETE:
A literatura está diretamente
ligada ao imaginário do estado do rio grande do sul, por retratar de maneira
orgulhosa certos feitos e atitudes dos gaúchos em decorrer de sua história; o
orgulho de ser gaúcho por sua vez traz uma bagagem ao passar dos tempos, o
homem valente, lutador, aquele que defende sua terra e os interesses de toda a
nação; destaca também costumes que perpetuam como símbolo de uma cultura que
tem destaque no meio nacional, sendo eles o chimarrão, roupas típicas, a
linguagem a qual nos identifica quando saímos de nossa terra. Érico Verissimo
em sua obra “Incidente em Antares”, representado pelo personagem de “cel Tibério Vacariano” o qual mostra o seu
machismo através de suas aventuras amorosas, sua coragem de enfrentar seus inimigos
com sua arma na mão.
Meninas, é isto mesmo: o imaginário cultural está presente em nossa literatura, correlacionando-se com os diferentes momentos históricos e sociais que vivenciamos.
ResponderExcluirParabéns a vocês pelas reflexões apresentadas.
Prof. Ana Paula