sábado, 18 de maio de 2013

Como a literatura rio-grandense se relaciona com o imaginário cultural do Estado do Rio Grande do Sul?

       PRISCILA:


     A literatura rio-grandense se relaciona com o imaginário cultural do Estado do Rio Grande do Sul, pois retrata o gaúcho desde as origens até os dias de hoje, relacionando a história com as características e suas ideologias.
O gaúcho é retratado como campeiro, dono da terra, guerreiro, herói, valente, orgulhoso, rude, além de honrar as tradições e lutar pela liberdade. Essas características são retratadas pelo escritor Erico Verissimo na Triologia “O Tempo e o Vento,” através do personagem Rodrigo Cambará; um capitão bravo e valente, que luta pelos seus ideais.
Esse modo de ver o gaúcho permanece até hoje no imaginário cultural das pessoas, pois para muitos, ele ainda continua sendo esse “ser imbatível.”


      FLAVIANA:


    A literatura rio-grandense se relaciona com o imaginário cultural do Estado do Rio Grande do Sul, pois teve origem com o movimento Paternon Literário em Porto Alegre no ano de 1868, que dava valor do mundo gauchesco como herói das batalhas, dos costumes e do gaúcho a cavalo. E o imaginário também valoriza os gaúchos de outros lugares do país, por serem um povo que luta e conserva as tradições, de ser um guerreiro, um herói gaúcho.
Exemplo disso é a obra Incidente em Antares do escritor gaúcho Erico Verissimo, que relata a volta dos mortos, como estratégia pra dizer sobre as desigualdades sociais, as relações do poder e dos impostos durante a Ditadura. Por isso que o real e o imaginário caminham juntos, mas somente o fantástico, com o retorno dos mortos-vivos, rompe com o silêncio dos que desejavam denunciar e contestar, como faziam os heróis gaúchos que lutavam por uma sociedade mais justa.



     TANISE:


    A literatura sul rio-grandense se relaciona com o imaginário cultural do Estado do Rio Grande do Sul de forma que o gaúcho é representado como homem guerreiro, corajoso, forte, de fé, que conhece e valoriza sua estância campeira. Cultiva as danças, os jogos e sua comida típica como o arroz carreteiro, o churrasco e o chimarrão. Tem como seu meio a natureza, traz consigo a companhia de seu cavalo e assim cultiva essa tradição passada de geração em geração. Percebemos esses traços da cultura gaúcha nos contos de João Simões Lopes Neto. Em um dos seus contos Melancia e Coco-verde podemos perceber alguns traços gauchescos como: a dança como o anu; versos que os convidados do casamento faziam para os noivos; a persistência em lutar pela sua amada; gaúcho como herói das guerras, alimentos e bebidas típicas do Estado.


JANETE:


A literatura está diretamente ligada ao imaginário do estado do rio grande do sul, por retratar de maneira orgulhosa certos feitos e atitudes dos gaúchos em decorrer de sua história; o orgulho de ser gaúcho por sua vez traz uma bagagem ao passar dos tempos, o homem valente, lutador, aquele que defende sua terra e os interesses de toda a nação; destaca também costumes que perpetuam como símbolo de uma cultura que tem destaque no meio nacional, sendo eles o chimarrão, roupas típicas, a linguagem a qual nos identifica quando saímos de nossa terra. Érico Verissimo em sua obra “Incidente em Antares”, representado pelo personagem de “cel  Tibério Vacariano” o qual mostra o seu machismo através de suas aventuras amorosas, sua coragem de enfrentar seus inimigos com sua arma na mão.




Um comentário:

  1. Meninas, é isto mesmo: o imaginário cultural está presente em nossa literatura, correlacionando-se com os diferentes momentos históricos e sociais que vivenciamos.
    Parabéns a vocês pelas reflexões apresentadas.
    Prof. Ana Paula

    ResponderExcluir